• comercialgeaemp

Previsões para o setor da construção civil em 2022 apontam crescimento

Atualizado: 9 de mar.

Ano de eleições, aumento de custos e incertezas acerca da pandemia de Covid-19 são alguns dos fatores que caracterizam o ano de 2022 desde o seu primeiro mês. Ainda assim — e frente a alguns desafios — as expectativas são positivas: o Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon) divulgou a previsão para o crescimento do setor neste ano, que antecipa a superação da marca dos 4%.



Podemos considerar como os resultados as principais dificuldades prováveis, como o custo dos reajustes salariais, dos materiais e a escassez de mão de obra qualificada. Para ele, mesmo diante desses fatores, um indício de estabilidade é o bom nível de atividades para o ano, visto que a maioria das construtoras já possuem contratos estabelecidos.

As previsões são um compilado de vários índices do estudo, que incluem a evolução da quantidade de empregos no setor, o crescimento do PIB e os impactos da pandemia e da variante ômicron.

EMPREGOS

“Em relação a emprego, em 2021 tivemos um crescimento de 14,18% na construção civil [no País]. Espera-se que essa taxa em 2022 seja de 4,5%. Com certeza a construção civil será uma indústria em alta no ano de 2022, mas o ponto forte será a volta da compra de imóveis como ativos seguros”.



Outro ponto é devido ao ano eleitoral. A taxa apresentada representa a criação de cerca de 110 mil novos postos. Desses, 5% serão no contingente de edificações, 6% em serviços especializados, 3,3% em infraestrutura e 4,4% no emprego formal do setor.

PIB

Quanto ao PIB da construção, os resultados denotam crescimento de 2% para o ano de 2022 — taxa que supera a do PIB nacional. Isso porque o país enfrenta questões delicadas no cenário econômico atual: desde a questão da renda real à elevação das taxas de juros, redução do ritmo de atividade e maior percepção de riscos. Tratando-se das construtoras, em específico, a expansão esperada é ainda maior: de 4%. Do total, 4,5% do crescimento será no segmento de edificações, 3,7% no de infraestrutura e 3,5% nos serviços especializados da construção, enquanto os demais, como as obras de reformas e de autoconstrução do segmento informal, devem registrar queda de 0,6%, na comparação com 2021.



COVID-19

Ao abordarmos o tema “pandemia e avanços da variante ômicron” a mesma ainda não chegou aos canteiros de obras de forma emergencial, mas a preocupação com os possíveis efeitos do contingente já infectado e a respeito do abastecimento de matérias-primas é iminente.



"Ainda é difícil medir o real impacto nas obras hoje, porque muita gente saiu para o fim do ano e não voltou ainda. Por enquanto, nos canteiros a variação não é tão grande como foi em março e abril de 2020, quando chegamos a ter 30% [dos trabalhadores] afastados". “Ainda é cedo para avaliar esse impacto, mas é mais um fator para atrapalhar a produtividade. Nós continuamos enfrentando a demora excessiva em entregas, que seguem no mesmo ritmo dos momentos críticos da pandemia, e ainda sofremos muito com a desorganização da logística ".

Apesar da deflação em muitos produtos usados nas obras, a consolidação desses valores só está em um patamar menor que nos maiores momentos de crise, mas não está perto dos valores presentes nos últimos momentos de estabilidade. O conforto, é que de as construtoras já possuem contratos a cumprir, o que deve manter a atividade do setor em níveis aceitáveis.

Fonte: aecweb

9 visualizações0 comentário